Saturday, May 26, 2007

O trem da "vida"

Uma chuva torrencial abateu-se na cidade, as pessoas corriam e cobriam-se da água e do vento como se estivesse chegando na cidade uma guerra. No hospital S. Gerardo, os médicos estavam hiper ocupados com os novos clientes que chegavam sempre mais numerosos nos repartos.

Dois Policiais trouxeram no S. Gerardo um homem de rua, ele tava com uma mala de couro claro, e não queria deixá-la por nenhuma razão da sua vida, nessa mala mal conservada, estava a vida inteira dele, todas as lembranças da sua mulher que morreu já muitos anos atrás, mas ele quer sempre ela perto dele, era a única coisa que ele tinha, ele preocupava-se que ninguém pegasse a mala. O homem se chama Franky, 54 anos, com poucos cabelos brancos na cabeça, estava sofrendo muito, uma rara doença estava atacando as vias respiratórias, além de uma hemorragia interna.

Os doutores decidiram interna-lo com urgência, soro, seringa, adrenalina, 0,1 dose de anxiro, pressão, preparar aspirador para hemorragia. Franky assistia com calma o desespero dos doutores, ele sabia o que estava acontecendo, porém o medo dele o deixava indiferente.

:- Temos que colocar o aspirador dentro da sua traquéia Franky, temos que tirar o sangue dos seus pulmões.

Franky, já privado de forças, conseguiu abrir a boca para que a doutora colocasse o tubo do aspirador, isso foi muito desagradável para Franky, ele não gostou de ver todo esse sangue saindo da sua boca, ele estava mal, triste, e quase sem esperanças, ele não quer sofrer, ele quer pelo menos viver esses seus últimos momentos em paz.

Franky:- Doutores, me deixem isso è doloroso, sabemos que não tem como eu sair hoje daqui. Quero ficar tranquilo, não tenho muitas esperanças de sobreviver a tudo isto, meus pulmões, rins, e o resto já está como lixo. Quero não sentir mais dor, quero ficar tranquilo e em paz, onde está minha mala?

Doutor:- Está aqui nos pés da cama. Franky, você tem certeza disso? Quer que nós paremos de cuidar de você? Nós podemos ajudá-lo.

Os doutores olhavam-se entre eles surpresos pela nitidez do pensamento do Franky, ele tinha perfeitamente razão sobre sua mesma situação, ele não iria sair desse hospital, sua situação era muito grave.

Doutor J:- Franky,... Quer mesmo isso?

No quarto do Franky agora tem somente dois doutores, Anna e Paul, eles cuidarão do Franky enquanto ele cumpre sua viagem. Um antidolorifico foi injetado e uma flebo para deixá-lo mais inconsciente, porém Franky, na sua viagem não está tão inconsciente.


Franky está em uma estação de trem, muitas pessoas que ele viu nesse dia, estão juntas para pegar o mesmo trem, ele esta fazendo a fila para pegar o ticket dele, a moça na caixa se chama Anna, ela diz para ele que não vai estar só na viagem, que alguém vai estar ao lado dele.

A Doutora Anna, estava ao lado da cama do Franky, ela segurava a mão dele dizendo-lhe que não ia estar só.

Franky, na estação, senta-se com seu ticket na sala de espera, ao seu lado uma mãe com duas crianças, elas brincam, e inveja esse momento de união familiar. Franky disse para a moça que essas duas crianças são lindas e que ele também tem um filho, mas foram separados há muitos anos, a moça comoveu-se.

Anna, ah pouco tempo soube que está grávida, ouvindo as palavras do Franky sobre as crianças comoveu-se, como ele pode saber disso, uma forte emoção de tristeza e de alegria encheu os olhos dela de lágrimas.

Franky está muito cansado, levanta-se para ir ao banheiro deixando sua mala de couro claro perto das crianças, ele se olha no espelho, sua cara è de quando havia casado com Rose, ele deve ter uns 30 anos, ele sente-se bem ao ver seu reflexo, porém não para de se olhar, a moça que faz as limpezas diz para ele que está bonito, não precisa se preocupar com esse espelho que não ia mudar nada.

Anna, acariciando o rosto do Franky, tranquiliza ele com palavras bonitas. Anna contrasta suas emoções com a viagem do Franky e com a sua gravidez, ela chora por ele.

Franky sobe no trem, ele se acomoda no primeiro assento que ele acha e fica tranquilo nessa pequena viagem. Ele observa pela janela todos os momentos da sua vida, sua infância, muito divertida, lembra dos aniversários, do primeiro beijo, da primeira vez que fez amor, as viagens, as despedidas, o casamento, o amor da sua vida, o nascimento do seu filho, muitas imagens passam por essa janela, ate uma imagem que o deixa pensar, a morte da sua esposa. Ele diz ao homem ao lado dele, quanta saudade tinha da sua mulher e que se estivesse nesse dia maldito ao lado dela, nunca iria acontecer nada, ela tem que ficar!!! Ela tem que ficar!!!

Paul, surpreendido das palavras do Franky sentiu-se como se falasse com ele... ele queria pedir divórcio, mas não estava tão convencido, porque o Franky disse isso...?

Franky olha fora da janela, a paisagem é muito linda, calma, nada parece ter mais equilíbrio, tudo parece ser tão perfeito, uma voz avisa aos passageiros que o trem ia parar em alguns segundos, e que têm de pegar as malas para se preparar para descer, Franky, ainda não sabe bem o que está por acontecer, mas ele está bem, sorri, sem saber o porquê, ele tem vontade mesmo de descer desse trem.

As 12.04 o trem pára...

Franky desce, ao longe vê uma mulher vestida de amarelo pálido, vestido dos anos 70, ela está esperando-o, com a mão faz sinal para o Franky. Franky não acredita, corre com a mala para abraçar a mulher dele, ele não vê a hora de estar com ela, Franky abraça-a com desespero e como se não a deixasse sair da vida dele outra vez, se olham, Franky ainda não acredita nisso, parece um sonho, mas è real.

Paul: 12.04, Franky, arresto cardíaco.

Friday, April 27, 2007

Perfume Frances

Paris, 18 de Março 2007, horas 16.33

Durante a viagem com Danila paramos em um pequeno bar carateristico, para tomar um cafè juntos.
:- Garçao? Mesa para dois perto da janela e dois cafes expressos.



Sentamos e começamos falar sobre Paris, estavamos os dois muito entusiasmados porque nao esperavamos que Paris mudasse tanto em estos ultimos anos, talvez nao era Paris que mudou mas eramos "Nòs" quais, hoje, eramos diferentes, mas normalmente, nunca conseguimos ver quando e quanto mudamos. Notamos a mudança ao chegarmos em um lugar que viamos quando eramos crianças e dizemos "eu lembrava disso maior, mais alto.. è tao pequeno aqui...".




Mas isso era o que acontecia durante minha conversa con Danila, porem, minha mania da fotografia, me distraiu da conversa e a voz da Danila ficou sempre mais longe, talvez minha concentraçao preciza de uma força. Nao estava mais ouvindo ela quando alem do copinho de cafè que tentava fotografar, percebi que atras da janela estava acontecendo alguma coisa. Um rapaz e uma moça estavam nos primeiros atos de um namoro, ele de terno, muito elegante, olhava a moça encantado, o sorriso na cara dizia muito mais que uma emoçao de felicidade, ele quase que gostaria de gritar para todo o mundo para dizer que havia achado a moça da vida dele, as maos dele se mexiam muito, o nervoso junto com as emoçoes que provava deixam-o muito "menino", aquele menino que espera o bolo de chocolate que està saindo do forno, a mesma felicidade inocente via-se na cara dele. A luz desses olhos encantados mexiam nela, linda, silenciosa, coberta com o casaco que pouco antes, com muito charm, ele lhe ofereceu colocando-o nas costas dela. Com o culherzinho do caffè a moça tentava tirar o açucar que ficou no cappuccino dela, ela estava nervosa porque os olhos dele a deixavam sem respiro, ela nao tinha medo, ela nao queria que ele olhasse a alma dela, ela sentia-se muito bem, mas essa emoçao ao olhar diretamente nele a deixava incapaz de esconder suas emoçoes. A cabeça apenas inclinada tentava esconder o rosto deixando-a pensativa, e com a ajuda do cabelo loiro na frente dos olhos, tentava esconder que tambem ela està apaixonada. Os dois comunicavam com poucas palavras e bem devagar, as respostas eram muito tensas, as grandes emoçoes deles deixavam essa atraçao mais forte, dava para ver neles o desejo de tirar essa mesa do meio e se beijar nesse mesmo lugar, nada existia ao redor deles, tudo era como uma foto embaçada, como um sonho na realidade.




Tudo isso eu notei no display da minha camera, depois fiquei olhando eles ao vivo, era um cinema mudo, onde transparem verdadeira emoçoes de pessoas, isso era a vida, assisti eles sentado nesse bar, ouvindo a palida voz da Danila que continuava falando sobre os sapatos que havia comprado, eu percebia nesse dia de março em Paris que existem emoçoes na vida que vale a pena de viver.

Friday, February 16, 2007

nova foto do perfil, nã preciza comentar


Não estou conseguindo colocá-la ao meu perfil.... poh!!!

A Vida Começando Pela Morte



Não é nada de macabro, dark ou pensamento negativo.
Simplesmente é uma nova visão da vida, achei fosse uma solução para quem teme o momento inesperado, ou seja, a Morte, e deixar esta vida com o momento mais agradável.

A vida poderia ser vivida ao contrario.
- Para começar, deveríamos iniciar morrendo, assim, o momento temido por todos ser humanos já foi embora, o verdadeiro trauma passou para todos.

- Então acordamos numa cama de hospital e apreciaremos o fato que ficamos melhor de dia em dia.

- O hospital vai te dar a Alta, e a primeira coisa que poderíamos fazer é pegar nossa pensão e aproveitá-la ao máximo.

- Com o passar do tempo, nossas forças aumentam, nosso físico melhora, as rugas vão embora.

- Pois, começamos trabalhar e ao primeiro dia nossos colegas nos dão um presente.

- Trabalhamos 40 anos até ficarmos jovens e cheios de vida

- Vamos para festas, bebidas alcoólicas, brincamos, fazemos sexo e já nos preparamos para estudar.

- Começamos a escola, brincamos com os colegas, não temos nenhum tipo de obrigo e responsabilidade. Até nós sermos bebes.

- Quando somos suficientemente pequenos, entramos num lugar que já deveríamos conhecer bem.

- Ali, ficamos 9 meses flutuando tranqüilo, sereno, num lugar aquecido e com muito carinho, e alem disso, ninguém enche nosso saco.

- Ao final abandonamos este mundo em um Orgasmo...

Friday, January 19, 2007

Titulo: o titulo que voce gostar mais



Queria falar sobre quanto tempo passou desde a ultima vez que entrei no meu blog, mas ja' ja' quero mudar de argumento.

E' mais de um mes e meio que estou na capital do Ceara', Fortaleza!
Passei as primeiras duas semanas com uma minha amiga de Milao, Serena, mulher chata com frescuras, mas em fim das contas nao è tao ruim assim :-), ate' que foi divertido. A nossa casa era praticamente a "Praia do Futuro" desde as 8 da manha ate o por do sol ficavamos embaixo do sol, deitados , comendo fruta e bebendo agua, voltavamos para a Pousada tomavamos banho, e antes de sair, no mesmo quarto da pousada, cortavamos limao, abriamos uma cachaça, pegavamos azucar da pousada... e magica, a nossa Caipirinha estava pronta! Iamos aos restaurantes ja' bem felizes, e mais felizes quando viamos os preços dos camaroes!!! Quase todas as noite fomos ao Draçao do Mar, conhescendo todos os barzinhos e bebendo todas as caipirinhas!!! Bom, nao somos alcolatras (eu acho), gostamos so sabor do limao com a cachaça, "Caxaca" era a pronuncia da Serena.
O dia do meu aniversario.. nao nao.. a noite do meu aniversario fomos novamente ao Dragao do Mar para encontrarnos com Sheila (a gostosona), Keila, Ricardo, Ilheuva e nao lembro de quem mais, tomamos uns chopp de vinho, muito bom, mas a Caipirinha ganha, e fomos danzar FORRO' com a Ilheuva, Tia do loucuras filosóficas e afins, foi legal de mais, como dizem por aqui " Pense numa noite massa", tentamos danzar FORRO', bom, pense em dois estrangeros danzando Forro'! deu para perceber que nao somos daqui!!!! Mas com ajuda da Ilheuva (a Ilheuva è a "TIA" ela è legal de mais, quer se divertir, ligue para a Tia) Conseguimos por alguns segundo.
bom.. pensando nesso.. hoje è sexta.. e tenho que ligar para a Tia.. Ciao