Friday, April 27, 2007

Perfume Frances

Paris, 18 de Março 2007, horas 16.33

Durante a viagem com Danila paramos em um pequeno bar carateristico, para tomar um cafè juntos.
:- Garçao? Mesa para dois perto da janela e dois cafes expressos.



Sentamos e começamos falar sobre Paris, estavamos os dois muito entusiasmados porque nao esperavamos que Paris mudasse tanto em estos ultimos anos, talvez nao era Paris que mudou mas eramos "Nòs" quais, hoje, eramos diferentes, mas normalmente, nunca conseguimos ver quando e quanto mudamos. Notamos a mudança ao chegarmos em um lugar que viamos quando eramos crianças e dizemos "eu lembrava disso maior, mais alto.. è tao pequeno aqui...".




Mas isso era o que acontecia durante minha conversa con Danila, porem, minha mania da fotografia, me distraiu da conversa e a voz da Danila ficou sempre mais longe, talvez minha concentraçao preciza de uma força. Nao estava mais ouvindo ela quando alem do copinho de cafè que tentava fotografar, percebi que atras da janela estava acontecendo alguma coisa. Um rapaz e uma moça estavam nos primeiros atos de um namoro, ele de terno, muito elegante, olhava a moça encantado, o sorriso na cara dizia muito mais que uma emoçao de felicidade, ele quase que gostaria de gritar para todo o mundo para dizer que havia achado a moça da vida dele, as maos dele se mexiam muito, o nervoso junto com as emoçoes que provava deixam-o muito "menino", aquele menino que espera o bolo de chocolate que està saindo do forno, a mesma felicidade inocente via-se na cara dele. A luz desses olhos encantados mexiam nela, linda, silenciosa, coberta com o casaco que pouco antes, com muito charm, ele lhe ofereceu colocando-o nas costas dela. Com o culherzinho do caffè a moça tentava tirar o açucar que ficou no cappuccino dela, ela estava nervosa porque os olhos dele a deixavam sem respiro, ela nao tinha medo, ela nao queria que ele olhasse a alma dela, ela sentia-se muito bem, mas essa emoçao ao olhar diretamente nele a deixava incapaz de esconder suas emoçoes. A cabeça apenas inclinada tentava esconder o rosto deixando-a pensativa, e com a ajuda do cabelo loiro na frente dos olhos, tentava esconder que tambem ela està apaixonada. Os dois comunicavam com poucas palavras e bem devagar, as respostas eram muito tensas, as grandes emoçoes deles deixavam essa atraçao mais forte, dava para ver neles o desejo de tirar essa mesa do meio e se beijar nesse mesmo lugar, nada existia ao redor deles, tudo era como uma foto embaçada, como um sonho na realidade.




Tudo isso eu notei no display da minha camera, depois fiquei olhando eles ao vivo, era um cinema mudo, onde transparem verdadeira emoçoes de pessoas, isso era a vida, assisti eles sentado nesse bar, ouvindo a palida voz da Danila que continuava falando sobre os sapatos que havia comprado, eu percebia nesse dia de março em Paris que existem emoçoes na vida que vale a pena de viver.